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    História

    A série Onisciente da Netflix mostra um estado de vigilância total


    Onisciente - NetflixDepois de muito tempo, ontem voltei a acessar a Netflix com o objetivo de assistir a nova série “futurista” Onisciente.

    Considero a Netflix mais uma ferramenta de engenharia social da elite que manipula a percepção das pessoas, preparando o caminho para suas ações. É interessante acompanhar certos filmes e séries desta plataforma para ver que tipo de mensagem eles estão querendo nos passar.

    A série é brasileira, e mostra uma sociedade de um futuro (que já está logo ali na esquina), onde cada pessoa que habita a cidade possui um mini drone que a acompanha 24 horas por dia. O minúsculo drone, que praticamente não é visível, registra tudo o que a pessoa faz, onde ela vai, com quem fala e etc. monitora até mesmo os batimentos cardíacos e temperatura do corpo.

    Os drones são controlados por uma inteligência artificial que pertence à empresa Onisciente, de onde vem o nome da série. A proposta do sistema é desenvolver uma sociedade sem crimes e com comportamento politicamente correto. Carros elétricos, patinetes e bicicletas são os meios de transporte que circulam na cidade.

    VIVA SEM MEDO! Esse é o slogam da companhia responsável pelo sistema, onde a segurança é trocada pela vigilância.

    O interessante é que eles mostram uma narrativa em que não há invasão de privacidade porque as imagens dos drones são vistas e processadas apenas pela I.A. Humanos não acessam o banco de dados. Mas como eu não assisti aos demais episódios, não sei até que ponto isso é verdade.

    Assista o trailer:

    A referência ao “olho que tudo vê”, símbolo utilizado pela maçonaria e outras sociedades secretas é clara logo no primeiro episódio. Uma estátua no formato de um olho é vista no saguão de um dos andares do prédio da empresa.

    Na série, a sociedade possui pessoas idosas que não nasceram no sistema, ou seja, tiveram que se adaptar a uma nova realidade. No episódio piloto, o sistema identifica um crime cometido por um idoso e dá o alerta em uma grande tela no saguão de entrada da empresa. Os administradores da empresa dizem que estas pessoas têm dificuldade para conviver nesta nova sociedade.

    O termo CORPORATOCRACIA parece se aplicar perfeitamente à esta série, pois na estória, o governo cedeu a administração da cidade à uma empresa privada. Seria esse o caminho do Brasil diante da sua campanha de privatizações rumo à um "estado mínimo"?

     

    Um vislumbre do futuro que está programado para nós?

    Não é a primeira vez que a Netflix cria um filme ou série voltados a um futuro próximo. Empresas do ramo do entreterimento utilizam esta tática para irem condicionando as pessoas a aceitarem estas tecnologias e a se acostumarem a viver uma sociedade cada vez mais controlada. As séries Black Mirror, Messiah, 3% e o filme Mother também abordam uma temática semelhante.

    Para mim é fato que a mídia, por meio dos filmes e séries utilizam a chamada programação preditiva. A série animada dos Simpsons é bem conhecida por “prever o futuro”.

    Mas o que assusta um pouco é que a série Onisciente é brasileira, o que me faz pensar se o Brasil não será um projeto piloto para modificar a sociedade de acordo com os ideais da nova ordem mundial, com um sistema de crédito social nos moldes da China.

    O governo brasileiro parece estar preparando o terreno.

    Em outubro de 2019, por decreto, o presidente Jair Bolsonaro criou o Cadastro Base do Cidadão, uma base integrada de dados pessoais de brasileiros.

     

    No decreto, o governo define como "base integradora" uma "base de dados que integra os atributos biográficos ou biométricos das bases temáticas".

    Os atributos biométricos, segundo o texto, são características biológicas e comportamentais, "tais como a palma da mão, as digitais dos dedos, a retina ou a íris dos olhos, o formato da face, a voz e a maneira de andar".

     

    Não vamos esquecer daquela viagem dos deputados do PSL à China em 2019. A viagem foi bancada pelo partido comunista chinês para que os “nobres” deputados fossem conhecer tecnologias de reconhecimento facial.

    Mas não é só isso. O deputado Bibo Nunes, um dos que viajou para a China, tem um projeto de lei para implantar tecnologia de reconhecimento facial no Brasil. O PL 4.612, de 2019 diz:

     

    Art. 1º Esta Lei dispõe sobre o desenvolvimento, aplicação e uso de tecnologias de reconhecimento facial e emocional, bem como sobre outras tecnologias digitais voltadas à identificação de indivíduos e à predição ou análise de comportamentos...

    ... §2º As tecnologias de reconhecimento emocional visam a identificar características como personalidade, sentimentos, saúde mental entre outros.

     

    Não perece que a ficção já tem caminho traçado para se tornar realidade?

    Enquanto a maioria dos brasileiros se preocupa com carnaval, futebol e idolatria política, o governo vai montando nos bastidores uma estrutura de controle total sobre as pessoas. Quando a sociedade perceber será tarde demais.

    Vou acompanhar os demais episódios da série para ver o que mais irão mostrar...

     

    Édson de Oliveira.

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